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Saúde vai deixar de atender a região – Cláudio e Marcio Assis e ainda o meia Daniel estão no departamento médico e não jogam a rodada

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Em coletiva à imprensa, o prefeito Laerte Tetila anunciou medidas severas para a saúde pública em Dourados

O prefeito Laerte Tetila (PT) anunciou ontem, em coletiva à imprensa, que vai suspender o atendimento pelo SUS para os 35 municípios da Grande Dourados. A declaração aconteceu um dia depois de uma reunião frustrada entre o prefeito e o governador André Puccinelli (PMDB), quando Tetila tentou negociar os repasses das verbas para a saúde pública de Dourados.
A medida será transmitida hoje para todos os secretários de saúde da região em uma reunião de secretariado com a Prefeitura. O prefeito Tetila disse que vai implorar para que eles não encaminhem seus pacientes para Dourados e, como solução, deverão buscar atendimento em Campo Grande. “Não temos mais condições financeiras de arcar sozinhos com as despesas dos três hospitais públicos – Universitário, Trauma e da Mulher – destacou Tetila”.
Ele lembra que quando o Hospital Universitário foi inaugurado, em 2004, ficou estabelecido que os custeios seriam de responsabilidades dos governos municipal, estadual e federal. Hoje os recursos foram cortados e apenas a Prefeitura está administrando o hospital.
Outra alternativa encontrada pela administração de Dourados, caso o diálogo com o governador não seja restabelecido, será decretar estado de emergência e entregar o HU para o Governo Estadual.
O prefeito alega que Dourados não tem responsabilidades de atender a região, pois não foi pactuado entre os governos gestão plena de saúde pública. A verba do Governo do Estado de R$ 150 mil para os custeios do atendimento da regionalização também foi cortada.
Na última reunião entre os governos, Puccinelli propôs R$ 150 mil para custear as despesas dos hospitais de Dourados, mas Tetila repudiou a oferta, como também afirmou que é impossível retirar a ação judicial ganha na justiça, que obriga o Governo do Estado a pagar R$ 12 milhões pelos atrasos dos repasses de R$ 400 mil ao HU, que somam 41 parcelas atrasadas, desde o governo de José Orcírio, o Zeca.
Tetila falou que não pretende comprar briga com o governador, apenas quer que ele entenda a dimensão da crise que a saúde pública de Dourados está enfrentando. A Prefeitura pretende mobilizar todos os órgãos municipal, estadual, federal e da comunidade em geral para colocar a público a dimensão da crise enfrentada pela saúde. “Esse é um espírito de luta e não vamos engolir esse problema atravessado”, desabafou Tetila.
Irritado com a situação, disse também que os 77 leitos que foram ampliados no HU para atender a região serão fechados, e o atendimento será apenas para os pacientes de Dourados. “Da mesma forma que abrimos o HU podemos fechá-lo”, reiterou.
Os dois governos devem realizar ainda este mês um estudo técnico para fazer um levantamento da crise nos hospitais de Dourados. A diretora do HU, Dinaci Ranzi, disse que o hospital está com deficit de R$ 800 mil apenas neste mês e já acumula R$ 5 milhões em dívidas com os fornecedores.
A Prefeitura cobra também do governador a verba de R$ 273 mil que era repassada ao Hospital Evangélico, quando atendia o SUS. Esse valor seria destinado aos hospitais do Trauma e da Mulher. O Governo Federal também recusou o pedido da Prefeitura de Dourados para ajudar com a quantia de R$ 1,5 milhão.
“Vamos mobilizar toda a sociedade, não podemos continuar nesse impasse, alguma solução temos que encontrar. Estamos falando de vidas que dependem da nossa ajuda, mas não temos mais condições financeiras de arcar com as despesas”, finalizou o prefeito. (Colaborou Flávio Verão)

FONTE: Progresso.com.br

Written by ROTEIRO

Março 5, 2008 às 12:10 pm

Publicado em Dourados

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