Água de poços continua contaminada
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| Pesquisadores analisam água de poços de Dourados e constatam contaminação |
Em Dourados, 60% dos poços analisados pela Vigilância Sanitária apresentam contaminação
DOURADOS – Dados da Vigilância Sanitária de Dourados apontam que 60% dos poços artesianos provenientes de estabelecimentos do centro da cidade, não estão tratados com cloro e colocam em risco a saúde dos usuários.
De acordo com o coordenador da Vigilância, Valdir Gasparotto, dos 90 cadastrados, como restaurantes, hotéis, escolas, hospitais e edifícios residenciais, apenas 35 estão tratados.
Segundo ele, a população continua resistindo ao cloro por acreditar que a água de poço é mais saudável. Outro problema é que apenas 20% dos estabelecimentos cumpre acordo e encaminham um relatório mensal à Vigilância informando a qualidade da água, levando em conta resultados de análises realizadas em laboratório.
O coordenador explica que por enquanto a Vigilância está realizando um trabalho de conscientização gradativa. “As pessoas precisam se dar conta dos riscos de não se clorar a água”, observa.
Ele alerta que os coliformes totais e termo tolerato, são os mais encontrados nas águas de Dourados e que em contato com o organismo humano estas bactérias podem provocar várias doenças de veiculação hídrica, como anemias, doenças de estômago e pele.
Para Gasparotto, a prevenção é simples. Basta clorar a água com uma dose de 0,2 ppm à 0.5 ppm, conforme recomenda a portaria 518 do governo federal. O usuário encontra o cloro próprio para o consumo em lojas revendedoras de artigos para piscina em Dourados. O líquido vem com a dosagem automática.
A Vigilância também analisa a água distribuída pela empresa Sanesul e que chega até os estabelecimentos e residências. Segundo Gasparotto, por enquanto o nível da água está sendo considerado satisfatório para o consumo.
Laudos
Além dos coliformes totais e também fecais, conforme dados da Sanesul, divulgados pelo O PROGRESSO recentemente, o Ministério Público (MP), investiga a presença de resíduos de óleo provenientes de postos de combustíveis na água de Dourados. O ponto de partida do MP foi motivado por um vazamento de óleo que invadiu a piscina de uma residência na Vila Tonani, há seis meses.
A água era proveniente de um poço que abastecia a casa e a poluição era visível. De lá para cá, foram realizadas coletas que identificaram alta quantidade de resíduos de querosene na água. Os resultados da análise foram encaminhados para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semac). O órgão é responsável pelas licenças ambientais de postos de gasolina.
A Promotoria de Justiça de Meio Ambiente, vem recebendo várias documentações estão sendo solicitadas ao órgão de proteção e fiscalização do Meio Ambiente para que a partir da identificação do problema sejam tomadas as providencias necessárias para resolver o impasse. (Valéria Araújo)
FONTE: Progresso.com.br



